sexta-feira, 10 de maio de 2013

G.N.R. REGEDORES, E EU

 

AS AUTORIDADES DE OUTRORA


Como se lembrarão os da minha geração e anteriores, no tempo da outra Srª, nas Aldeias a autoridade máxima eram os Regedores que tinham como ajudantes os Cabos de Ordens, e um Cabo Chefe estes escolhidos pelo Regedor e este pelo Presidente da Câmara, (democraticamente como se compreende) faziam o trabalho que competia á G.N.R., que pela dificuldade de transportes  estavam praticamente só  nos seus Postos por norma nas Sedes de Conselhos, e se fosse necessário deter alguém eram os Cabos de Ordens que o faziam até á chegada dos Militares da G.N.R.
Hoje lembrei-me destas Autoridades, por me terem recordado, que também tive problemas com eles, ou melhor com ele, pois foi apenas com o Regedor.
Um dia andei aos ninhos de pardais nos Aciprestes do Cemitério, como já tinha acontecido em anos anteriores sem problemas, só que desta vez o Regedor que também era o Sacristão, tinha umas contas a ajustar comigo, devido a umas quadras que eu tinha feito e que o atingiam, e foi participar á G.N.R a Alenquer, talvez por não confiar no Cabo Chefe, que era Autoridade desarmada, e eu um perigoso caçador de pardais. 

Ora nesses tempos, as Policias eram para além de respeitadas, temidas, estou convencido que até a própria farda mesmo sem ninguém dentro dela metia medo, e ainda mais quando lá dentro havia um Guarda de alcunha «Chicharro» (contou-me o Vicente que essa alcunha lhe colocaram por ter levado com um dito na tromba, tarefa essa que se incumbiu uma vendedora de peixe de Vila Franca de Xira), esse guarda era temido por todos, e quando no dia em que eu e o me companheiro caçador lá fomos chamados ao Posto, dissemos mal das nossas vidas, tínhamos quase a certeza que nos iam encher de porrada, mas para espanto nosso, nada disso aconteceu, fomos recebidos pelo tal «Chicharro» que nos alertou para não voltarmos  a ir apanhar pardais para o cemitério, mas, e isso é que interessa para a história, fiquei a saber que Guarda Republicana, Regedores e Cabos de Ordem não se davam lá muito bem, pelo menos foi isso que me livrou de apanhar uma tareia. 
Talvez que se voltassem os Regedores, ficasse mais barato ao Erário Publico, e se voltassem a executar algumas tarefas que os actuais representantes do Povo, não fazem e não querem saber.
Não vencendo ordenado, tinha direito aos emolumentos estabelecidos pela Lei e ficava isento do serviço de júri e de abolamentos em tempo de paz.



OS REGEDORES


Após a extinção deste cargo administrativo pela Constituição Portuguesa de 1976, a pouco e pouco a memória colectiva esbateu e foi-se perdendo a noção desta figura representativa do poder central, primeira-mente, e representativa do poder local a partir de 1936.
O regedor substituiu o antigo comissário de paróquia. Representava o poder central para o exercício de funções administrativas, zelando pelo cumprimento das leis e regulamentos a nível das freguesias. Dispunha igualmente de poder judicial e exercia funções de policiamento na sua área de jurisdição, para o que dispunha de cabos de ordens e cabos de polícia, igualmente nomeados pelo poder central até 1936. Depois desta data, o novo Código Administrativo colocou os regedores na dependência do presidente da Câmara Municipal que os nomeava.
Em resumo, os regedores garantiam a boa aplicação das leis e regulamentos administrativos. Exerciam também a autoridade policial no território da freguesia.
Segundo a lei, o regedor era reconhecido pelo seu uniforme. No tempo da Monarquia, usava casaca de cor azul, com um ramo de carvalho de ouro bordado em cada uma das golas, colete de casimira branca, calças azuis, botas e chapéu redondo. A casaca e o colete tinham botões com as Armas Reais. O chapéu apresentava o laço nacional e uma presilha preta, com o nome da freguesia de que era regedor.
Em geral, havia o regedor efectivo mas era nomeado também um regedor substituto, que estabelecia a continuidade no exercício das funções sempre que o primeiro estivesse impedido.
Uma das funções do regedor, sobretudo nos tempos da Grande Guerra, era o controlo da produção agrícola. Os proprietários deviam comunicar anualmente ao regedor da freguesia a quantidade das suas colheitas, principalmente cereais, vinho e azeite. Chamava-se o «Manifesto», sendo publicada para isso a data e com penalizações para quem o não fizesse.

Fui ao ninho no acipreste
Subi e desci a todo o vapor
Cá em baixo tinha á espera
O meu Amigo Regedor
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

CONTINUAÇÃO DA MENSAGEM ANTERIOR

Na última mensagem que aqui publiquei e a que dei o titulo de: "Eu pecador me confesso" contei os meus encontros e desencontros com alguns dignitários da Igreja Católica, não disse com quem foram os desencontros apenas referi o nome com a foto do Padre Francisco no meu Casamento, mas com esse não foi desencontro, antes encontro fraterno, mas hoje como volto a falar do assunto devo por falar dum outro Padre, hoje Ex-Padre, Morais de seu nome, que em momento muito complicado da minha vida me terá lançado a corda para sair do buraco onde tinha caído, não foi salvamento Divino, antes Humano.

Mas o que me levou a voltar a escrever sobre o assunto foi eu ter ontem passado num local onde aí sim, tive um desencontro com um Clérigo, que podia ter terminado mal (para mim) estávamos no ano da graça de 1973, e o meu trabalho ao tempo era reparar ou substituir toda a iluminação Pública  do Concelho de Oeiras e ainda Queluz e Cacém do Concelho de Sintra, para executar essa tarefa tinha um ajudante, todos os dias de manhã ia receber ao Despacho da C.R.G.E. em Oeiras a lista dos trabalhos que tinha que executar, trabalhava para um empreiteiro que tinha este contrato com a Companhia de Electricidade que recebia determinada quantia por cada candeeiro reparado, o material era fornecido pela própria companhia C.R.G.E. hoje E.D.P.


Junto ao Santuário da Senhora da Rocha em Linda-a-Pastora, havia nesse tempo um Bairro de Barracas e a rapaziada aí residente ia-se entretendo a dar tiros ou pedradas nos candeeiros partindo as lâmpadas, o Padre do Santuário que já conhecia o carro eu eu andava há légua, quando me via passar na estrada lá estava ele a fazer-me sinal de paragem, ora eu só podia pelos motivos óbvios reparar aquilo que a C.R.G.E. queria que se reparasse, mas o Homem era tão dócil a pedir, que eu mesmo contrariando aquilo que era a minha obrigação, lá substituía ou reparava o, ou os candeeiros avariados, em suma era uma simpatia o Senhor, tinha uma maneira tão simpática que eu não era capaz de negar os seus pedidos, eu, pobre pecador sempre com medo dos infernos, não podia negar a um Homem de Deus pedidos desta natureza.

Um certo dia fui lá reparar uma avaria que me tinha sido transmitida em Oeiras, fiz a reparação e o Padre não me viu, aproveitei que o Rio Jamor passa lá ao fundo do Santuário, pedi ao meu ajudante que descesse ao rio e eu fiquei cá em cima a receber uns baldes de água que ele me passava para lavar a cabine da Camioneta, de repente vem uma Srª (a Governanta do Padre) ao varandim junto ao Santuário e começa a gritar cá para baixo que o Padre não quer que lavem ali carros, faço ouvidos de mercador, ela como não obteve o resultado desejado lá foi dizer ao Padre que eu não lhe estava a obedecer, e a seguir vem ele, ora no momento em ele começa com o mesma lenga, lenga da Velha, eu até pensei que estava a sonhar.

 
Eu ainda pestanejei, e disse cá para comigo, o gajo não me esta a reconhecer, mas então e o carro que ele reconhece há légua quando precisa de mim? Então só me reconhece para me fazer pedidos? Passou-me uma coisa pelos miolos, mandei o meu ajudante subir, meti o carro de marcha atrás a subir a rampa para não perder tempo a fazer a inversão de marcha, larguei o carro e dei-lhe uma corrida daquelas, a sorte dele é que a habitação que lhe estava distribuída (e que aqui mostro) era logo ali, caso contrário tinha ido ao banho, trancou-se em casa e não atendeu o meu pedido de sair cá fora para me explicar a proibição de tirar uns baldes de água do rio para lavar a cabine da camioneta, então este grande sacana que anda a toda a hora a pedir-me para lhe dar luz, que até posso sofrer as consequências de ter de pagar as lâmpadas, e agora endoidou ou quê?
Quando acalmei, fui direito ao escritório da firma onde trabalhava em Lisboa e contei ao patrão (que descanse em Paz) o sucedido, de certeza que o Padre ia fazer queixa á P.I.D.E. e eu estava lixado, pois já estava marcado pelos gajos, ele acalmou-me dizendo que se fosse necessário também tinha conhecimentos para me safar, felizmente que não aconteceu nada, entretanto dá-se o 25 de Abril de 1974, e as paredes da estrada e do próprio Santuário apareceram pintadas a pedir o afastamento do Padre, sinal que não foi só comigo que não se portou á altura.
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

EU, PECADOR ME CONFESSO

Embora já me tenham apelidado de ateu e outros mimos parecidos, (sempre á distância como convém quando se quer colocar etiquetas sem dor), mas nada disso me tem afectado na minha linha de pensamento, livre tal como quando a Srª Maria José me trouxe á luz do dia, aliás a Liberdade é para mim o valor maior que um ser Humano pode ter, em especial quando já se viu inibido dela como eu, assim, na Religião na Politica, ou noutra coisa qualquer enquanto por cá andar serei sempre independente, e não abdicando das minhas ideias. Mas então se quero ser independente não posso ser Católico? Haverá alguma contradição nisso? não faço a mais pequena ideia, apenas e só quero usar a Liberdade que alguém se lembrou de me oferecer há quase quarenta anos.

Vem esta conversa a propósito do ser Católico sem ser Religioso, trocando por miúdos, não ir á Missa, não rezar e eventualmente criticar algum Padre ou equiparado, por esta ou aquela razão, se isso é não ser Católico, pois então com muita pena minha, mas não mereço ser reconhecido para efeitos estatísticos como mais um Católico, se pelo contrário o ser Católico é ser solidário, tratar todos sem excepção com respeito, respeitar não só a Igreja Católica mas todas, (não incluo aqui seitas) desde que estas persigam os caminhos da Paz e da Solidariedade, que respeitem reciprocamente quem delas discorde, reconheçam quando algum dos seus membros erra, e não façam do erro tabu, aliás honra seja feita a alguns Bispos que não embarcam na onda de não reconhecer erros graves cometidos por alguns Clérigos, e que têm sido noticiados nos Jornais.

Deixando por aqui esta introdução, para falar  daquilo que me levou a escrever sobre o assunto, primeiro, reconheço á Igreja Católica e há grande maioria dos seus Membros (Bispos, Padres, Acólitos, e Leigos e demais envolvidos nas tarefas de ajuda ao próximo) todo o trabalho que têm feito na solidariedade com os mais desfavorecidos. Feita esta (merecida) referência direi que a minha relação pessoal com os Dignitários da Igreja Católica foi quase sempre de altos e baixos, tive ao longo da minha vida alguns desencontros, fui Amigo  de alguns, tive desacordos com outros tantos, sofri na pele o sentido de vingança de Frades duma Instituição Católica que por pouco não acabava mal, enfim as relações podiam ter sido melhores, apesar de tudo continuo a ter toda a consideração pela Instituição Igreja Católica, e já agora vi com muita satisfação a eleição do novo Papa que me parece ser Pessoa com ideias arejadas.

De qualquer modo sinto-me Católico, primeiro porque fui Baptizado, e aí limparam-me os pecados que trazia desde o ventre da minha Mãe, depois porque os pecados que fui cometendo ao longo da minha vida já terão sido amnistiados nas diversas visitas Papais ao nosso Pais, e ainda para maior purificação, Casei pela Igreja há poucos anos, já com um Neto ao meu lado, e com a vantagem de ser com a Mulher que tinha casado quarenta anos antes pelo Registo, sinal evidente de fidelidade conjugal, como a Igreja gosta e recomenda, assim como estou convencido que no deve e haver estamos quites, só quero uma  coisa da Igreja Católica que não me julgue pelas aparências, não me mande rezar ou ajoelhar porque depois para me levantar vai ser um sarilho, e assim sendo prometo pecar o menos possível, e ainda redimir-me de algum que não tenha sido descontado nas amnistias que falei atrás.
 
Como escrevi anteriormente, é verdade que casei pela Igreja há poucos anos, dirão que após quarenta anos de casado pelo Civil levei muito tempo até me chegar o «chamamento Divino» tem razão quem assim pensa, como disse o meu relacionamento com alguns Dignitários da Igreja, e o que passei em determinado momento da minha vida numa Instituição Católica, levou-me ao afastamento, até que três coisas alteraram esse meu pensamento, em primeiro lugar a minha Mãe que era uma Católica fervorosa e embora não o dissesse explicitamente percebia a sua vontade que me casasse á Igreja, em segundo lugar o ter conhecido o Padre Francisco, pessoa de fino trato, e em terceiro lugar mas não menos importante fazer a vontade á minha Mulher, estava composto o ramalhete para dar o passo que faltava, o que veio a acontecer na Igreja Matriz de Vila Verde.

domingo, 28 de abril de 2013

SEGURANÇA PRIVADA É QUE ESTÁ A DAR


Hoje a minha caminhada decorreu entre Caxias e Cruz Quebrada, e observei o Túnel que passa sob a Marginal e onde outrora circulavam comboios até á Estação do Estádio Nacional, em especial em dias de Final da Taça de Portugal, agora só resta o Túnel, e no lugar da Estação está uma piscina. Passei junto ás instalações dos Socorros a Náufragos sediadas em Caxias junto ao velho Restaurante Mónaco, e reparei como já tinha visto em Oeiras junto ao Forte do Areeiro, uma unidade Militar do ramo da Armada desativado há anos, e toda vandalizada como um dia aqui mostrei, e depois de toda vandalizada sem um chavo de aproveitamento, colocaram lá seguranças privados. No caso de Caxias, ainda está aparentemente sem nada á vista danificado, portanto na altura de ser guardada antes que aconteça o que aconteceu em Oeiras, até aqui tudo bem.
 
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Mas não á bela sem senão e no caso da segurança das Instalações Militares há qualquer coisa que não me cheira bem, lá estão afixados na frontaria ou nas vedações dos edifícios grandes placares   a fazer a publicidade á firma que faz a segurança das instalações, concordo que exista segurança em todas as instalações Publicas sejam elas Militares ou Civis, porque a  gatunagem anda sempre á espreita de deitar a mão a tudo o que pode, mas uma coisa me intriga, (defeito meu com certeza), unidades Militares guardadas por Civis? temos 38.000 Militares no activo, e contratam-se Civis para proteger instalações Militares? Não haverá aqui negócio? desconfio que sim, aliás tenho a certeza absoluta que se gasta muito mais dando segurança a empresas privadas, que se pagava aos Militares, é mais uma das nossas originalidades, é com estas e com outras que o nosso dinheiro vai voando.
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ESTRADAS MÁS, CONDUTOES PÉSSIMOS

Mais uma ida a Vila Verde, finalmente lá consegui subir ao telhado para lhe dar uma limpeza, verificar possíveis infiltrações, e limpar musgos e está a coisa pronta para a semana que vem se entretanto não chover dar uma pulverização com cal, para proteger as telhas dos fungos.
Entretanto como cheguei ainda o Sol não tinha nascido aproveitei para fazer a caminhada matinal habitual.

Fui até ao sopé da Serra de Montejunto mas desta vez não me embrenhei nesta, virei antes á esquerda na estrada que vai para o Avenal e subi no caminho dos Moinhos e do Penedo dos Ovos, subi ainda mais um pouco até ao extremo do Convento num local onde se avista Vila Verde, Casais da Fonte Pipa e ainda Lapaduços, aqui com alguma dificuldade devido á grande distância, de qualquer modo mostro uma foto que apanha estas Terras, pois sei que nesta ultima também lá chego através dos blogs.
Também fotografei o Mirante que parece estar em obras.

Terminada a caminhada, e as fotos tiradas, foi então horas de me lançar ao trabalho que lá me tinha levado, terminado este foi o regresso a Porto Salvo, desta vez o caminho escolhido foi pela Malveira Oeste, pois pela A1 ainda semana passada estoirei lá um pneu, mais concretamente junto ao Aeroporto da Portela, ou junto ao Estádio da Luz, pois em qualquer destes locais atropelei um buraco no pavimento que ainda hoje lá estavam mas com mais profundidade, isto é um  atentado á carteira dos Automobilistas, estas crateras estão há mais dum Mês, por toda a segunda Circular até ao RALIS, Moscavide, uma das  Estrada com mais trânsito do Pais, e estes camelos que deviam zelar por quem lhes paga o vencimento, obrigam-nos a ter despesas extras por causa da sua incompetência, é que eu circulo de noite, quando todos os gatos são pardos, portanto ver buracos só depois de cair neles.

Mas como ia a dizer vim por Dois Portos, Perna de Pau, Sapataria e Malveira, e por aqui as coisas não estavam melhores no que respeita a Estradas, logo a seguir a Negrais na Estrada que passa por Covas de Ferro, Albogas e D. Maria começo a ver pedras e entulho na Estrada, isto numa extensão de vários quilómetros, o que quer dizer, que nem o camionista mais distraído do Mundo tinha deixado cair tanta carga sem disso se aperceber, uma gajo que faz um serviço destes não merecia só ser multado, merecia algo mais, mas não o vou dizer aqui por respeito por quem me lê, aqui se comprova, (se isso fosse necessário) que somos um Povo sem respeito pelos nossos semelhantes, não merecemos a água que bebemos, e é pena, que tenha de dizer isto na véspera daquilo que muitos de nós esperámos, durante muitos anos, mas não aprendemos nada.

domingo, 21 de abril de 2013

CASCAIS HOJE

Hoje fui dar uma volta pelo Estoril e Cascais, houve tempos em que era visita quase diária nestas Terras, pois trabalhava em Alcoitão, e nesse trabalho estavam tarefas em que tinha que me deslocar a estas duas Localidades, depois o trabalho foi «transferido» para os Concelhos de Oeiras e Amadora, a partir daí só aí me deslocava em passeio com a Família, ou  de passagem nas idas á pesca par os lados do Guincho ou da Boca do Inferno.

No período que trabalhava em Alcoitão, fazia-o na companhia da minha Mulher, aliás habitávamos no local de trabalho, embora mantivéssemos casa em Paço de Arcos só lá íamos ao Domingo o único dia da folga, nesse período tínhamos dois Filhos pequenos, um deles ainda Bebé, pelo que no dia da folga para dar descanso á minha Maria, e como ainda não era «bicho do mato» íamos almoçar fora, um dos restaurantes onde íamos mais vezes era o que fica atrás da Estátua que aqui mostro, de Camões, hoje uma das ruas sem carros.

Deixo aqui algumas fotos de Cascais, tiradas ao amanhecer, dum  Domingo ainda a dormir, só eu para fazer de despertador  num dia de descanso para a maioria, nem mesmo uma manhã Primaveril os faz sair da cama mais cedo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A CHINA ONTEM E HOJE

Pois é meus Amigos, a Política tem destas coisas, inimigos hoje, amigos amanhã, que o digam os modernos politiqueiros deste Mundo decadente, ontem os Chineses eram uma ameaça para as Democracias, coitadas delas que não tinham «armas» ou argumentos para se defender? sou do tempo que ser pró Chinês era crime, e não me refiro aos tempos do fascismo que aí eram praticamente todos inimigos, refiro-me ao pós 25 de Abril, quantos Maoistas foram colocados em Caxias? muitos! Eu não sendo Maoista, via com um certo alivio a prisão destes subversivos ás mãos do Capitão Dinis de Almeida que com os «seus» Chaimites lhes tratava da saúde.


Pois, mas isso foi no Verão quente de 1975, entretanto os Chineses enriqueceram, nós e os outros abrimos-lhes as portas de par em par, aliviámo-los de impostos durante uma dezena de anos, os Escudos primeiro, e os Euros a seguir foram como que canalizados direitinhos á China, vendiam barato, a qualidade é fraca mas que importa isso se nós não temos dinheiro para mais? venham Chineses abram alas para eles passarem, as nossas lojas tradicionais vão fechando? mas que importa isso, eles não se souberam modernizar, não copiaram os lojas dos trezentos que foram uma coisa nunca vista! Aquilo era, é, uma categoria, nós não podemos vender produtos químicos nas nossas lojas, mas os Chineses podem, não faz mal se aquilo for pelos ares são menos uns quantos Portugueses ou Chinês já temos Gente a mais para aquilo que temos para comer.

Então e onde param inimigos de ontem? os Chineses mudaram a sua politica? Agora já lá há Democracia? quando é que realizaram Eleições livres? há! Agora já não importa, eles têm massa com fartura E a Democracia fica para mais tarde, pois está certo, que se lixe a Democracia.
Então agora não vá o diabo tecê-las, e nós pregar-mos o calote,  e não lhe entregar-mos os milhões da nossa electricidade que pagamos com língua de palmo, e outros dividendos de menor valor, o que é que eles fizeram para garantir o cacau? enviaram uns Vasos de Guerra que fundearam no Mar da Palha mesmo em frente do Ministério das Finanças, estou  ver  o «mansinho» Gaspar a dar o fora dali, nem a sua amada Troika o vai salvar de meia dúzia de ameixas vindas desses Navios, espero que não demorem muito, não vá o Gaspar e companhia cavarem daqui sem se despedirem.

A BEM DA NAÇÃO