domingo, 4 de novembro de 2012

OBSERVANDO

Nas minhas caminhadas por Lisboa, (embora as horas a que por lá ando sejam ainda madrugadoras), dá no entanto para ir observando algumas coisas, umas boas outras assim assim, e outras más, desta vez escolhi as boas para qui mostrar em fotos, embora duas delas me deixem algumas duvidas se devo classificar assim.
A primeira duvida refere-se á cobertura que continua a envolver a Estátua de D. José no Terreiro do Paço, cá para mim a Estátua já lá não está, como é toda em bronze já a venderam e o tapume é só para Inglês ver, ou neste caso para não ver, que no interior deste não há nada.

As primeiras fotos referem-se á observação que fiz em plena rua Augusta, de três Jovens Raparigas de volta de caixas de Multibanco, ora como últimamente foi noticia o assalto a uma dúzia de Bancos por uam Senhora que designaram de «viúva negra» ao ver estas três de volta de duas caixas Multibanco pensei que as estavam a assaltar, mas como não ouvi aquele estrondo caracteristico da bilha de gás ou lá o que é que utilizam nestes assaltos, parece que afinal não houve mesmo assalto nenhum, pois vi-as montar em bicicletas e saírem dali calmamente.

Vi também um Pescador em plena faina junto ao Cais das colunas, ora aquilo ali tem esgotos a dar com um pau, espero que esse provável peixe que ali for apanhado não me vá cair no prato.
Também passei junto á Casa dos Bicos, e Observei que a oliveira plantada junto á casa  onde estão depositadas as cinzas de Saramago se está a aguentar, pensei que ia morrer devido ao seu estado frágil que a vi á uns  Meses, mas parece que não vai desta.
Passei ainda junto ao "Hospital das Bonecas" em plena Praça da Figueira, e fiquei curioso, num momento onde as coisas da saúde para os Humanos estão pela hora da morte, um Hospital de Bonecas ainda sobrevive., é obra.

sábado, 20 de outubro de 2012

DESPORTO E DOPING

Sou um grande consumidor de desporto via televisão, gosto da maioria dos desportos, do Atletismo ao Futebol, passando pelo Hóquei em Patins, corridas de velocidade com  carros ou motas, e nos primeiros lugares da minha preferência., o Ciclismo, por isso mesmo sempre que passo por Torres Vedras, faço uam visita á estátua do grande Agostinho como aconteceu agora.

Acompanho o ciclismo desde os tempos de Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Polidor, Miguel Indurain e o «nosso» Agostinho, para mim o maior., começou a correr profissionalmente já com 25 anos de idade, e apesar disso foi um campeão, dentro e fora do País, admirado por todos independentemente do Clube de cada um, pois nesse tempo as grandes Equipas Portuguesas representavam elas próprias os Clubes, era um Sportinguista com a admiração de todos, não só pelas suas qualidades de Ciclista, mas acima de tudo pelo seu trato, foi uma  pena o seu desaparecimento prematuro, numa queda provocada por um cão que infelizmente continua a ser prática nossa, ter esses animais á solta por aí.

E  a propósito, as noticias que têm sido divulgadas nos últimos tempos vindas dos Estados Unidos, em que acusam Lance Armstrong de ter ganho as muitas corridas em que participou, graças ao Doping, sou um admirador deste Homem, não só porque ganhou corridas mas acima de tudo, porque venceu um cancro, e após essa vitória, (a mais difícil de todas) ainda ganhou várias voltas a França, custa-me engolir que tudo isto tenha sido obra das drogas, mas se assim foi, é mais um herói com pés de barro, e eu mais não posso fazer que me render aos factos, tenho pena, e era tempo de acabarem com todas as substancias ilícitas usadas pela Juventude desportista ávida de vitórias a qualquer preço.

sábado, 13 de outubro de 2012

VILA VERDE DOS FRANCOS

Chegou-me ás mãos um documento, do qual não sei a origem, com fotos de alguns dos antigos e actual Presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde dos Francos, tenho pena que não esteja completa mas foi o que consegui, a altura é a ideal para a publicar, pois está na ordem do dia a extinção de Freguesias por todo o País, com a qual estou de acordo, acrescento desde que a minha se mantenha, penso que este será o pensamento de quase toda a Gente, e é humano que assim seja, só não devem estar a pensar com o coração aqueles que têm de decidir, a esses pede-se bom senso, e se a minha tiver de ser extinta ou agregada a alguma vizinha que seja, desde que não existe compadrio na decisão estou por tudo, desde que seja para melhorar.

Ontem fiz por lá uam caminhada com o meu Companheiro habitual, subimos ás ruinas do Castelo, donde se avista uma imensidão, dá para ver daí que a´Terra tem crescido em extensão,  ao contrário da sua População que tem decrescido, mas isso não é de admirar, tendo em conta o que tem acontecido por todo o País, da fuga das Aldeias para as Cidades onde até á pouco a vida estava mais facilidade para se arranjar trabalho, agora vai-se assistindo ao «trânsito em sentido inverso, o que com certeza se vai acentuar nos próximos tempos, é a vida, outros um pouco mais comedidos nos gastos, tiraram bilhete só de ida para a«Granja» e por lá ficaram esperando a companhia que nós mais tarde ou mais cedo lhes iremos fazer.
Quanto a este último ponto estou uma bocado apreensivo, ao verificar que conheci todos os Presidentes desde Eduardo Costa, que já se foi á séculos, o que faz de mim, quase uma múmia, já ando por cá há muito tempo, e não me tinha apercebido disso, espero que não se tenham esquecido de mim por cá, que isto está a ficar preto.









terça-feira, 9 de outubro de 2012

O ESTADO E OS SEUS FUNCIONÁRIOS

Todos sabemos da má fama dos Funcionários Públicos, são calões, incompetentes, corruptos etc, estes mimos são ouvidos constantemente sempre que o Cidadão pagante é mal atendido, num qualquer Serviço Publico, ou simplesmente quando se depara com um aglomerado de Funcionários, em amena cavaqueira, esquecendo que lhe pagam para trabalhar, isto é a realidade que se passa no nosso País, quem não vê é porque não quer, tudo isto se passa sem que se veja mudança na atitude, na Lei, ou na vontade dos responsáveis para mudar esta situação a todos os títulos incompativel com um Pais que se quer civilizado.

Esta conversa vem a propósito duma noticia que acabei de ler, e que resumo: A Câmara da Lourinhã suspendeu o contrato (admito que por uma boa razão) com a Empresa que fazia as limpezas das instalações da Autarquia, deste modo e enquanto decorria o processo de contratar nova Empresa para fazer essas limpezas, achou por bem a Autarquia pedir aos seus Funcionários que nos seus locais de trabalho procedessem a esse serviço, tendo para o efeito colocado á sua disposição os respectivos produtos de higiene e limpeza.
Aquilo que parecia ser uma coisa absolutamente normal e racional, fez logo instalar uma guerra com o respectivo Sindicato brandindo armas porque os trabalhadores estavam a perder a sua dignidade ao fazerem trabalhos de limpeza.

Ao ler esta noticia, recordei o meu passado de funcionário também numa Autarquia, quando assentei praça nesse trabalho, eu e os meus Camaradas procedíamos á limpeza das instalações onde trabalhávamos (coisa que ainda hoje acontece pelo que julgo saber) nunca ninguém se questionou se a sua dignidade estava em causa, mais tarde já como responsável do serviço, foi-me proposto pela minha Chefia que pelo menos no escritório fosse lá a empresa que fazia esse serviço noutras Secções, recusei, o que julgo acontece ainda hoje, serão os próprios Trabalhadores que lá trabalham a fazer esse serviço.
Que eu saiba ainda não lhe caíram os parentes ao chão, e não fizeram nenhuma birra por executarem esse honroso serviço.

Mas conto-vos mais uma para se ver até que ponto os nossos Funcionários não se importam com a sua imagem, borrifando-se para aquilo que o Povo (que lhes paga o ordenado) possa pensar a seu respeito.
Quando da formação da Equipa oficinal do Sector da manutenção e reparação dos equipamentos electromecânicos, recebi carta branca para ir a outros Sectores já existentes e tirasse de lá o Pessoal que achasse necessário para executar essa tarefa, entre estes veio um Motorista, um Mecânico e um Electricista, todos os outros já trabalhavam no Sector e foram reclassificados na função de Mecânicos Electricistas, anteriormente trabalhavam como Operadores de Estações Elevatórias.

Passadas poucas semanas vejo o Motorista acompanhado dum mecânico no complexo oficinal, dos Serviços, como me encontrava no escritório/oficina que ao tempo estava aí sediado, perguntei ao mecânico (o Motorista não dependia hierarquicamente de mim, mas do Encarregado de transportes) o que faziam ali os dois, respondeu-me que tinha vindo ao armazém levantar um parafuso para substituir o que se tinha partido na Central das Fontainhas, em Paço de Arcos, perguntei porque razão o Motorista não tinha feito esse serviço sozinho, que o mesmo lhe disse que não era fiel de armazém para vir buscar peças, recusando-se a vir só, buscar o dito parafuso.
É certo que infelizmente esta é a prática que pelo que se vê na Câmara da Lourinhã se mantém actual, mas mantêm-se actual porquê? então não andam os Sindicatos aparentemente preocupados com o possível desemprego na Função Publica? E é assim que se motivam os Trabalhadores? Só vêm dum olho? fico por aqui senão ainda me chamam fascista.

Nesse mesmo dia da recusa do Motorista em vir buscar um parafuso, assinou a sua sentença, logo que tomei conhecimento do acontecido, dirigi-me ao meu Chefe, simultaneamente chefe dos transportes, informando que aquele Senhor não trabalhava mais no Sector, e mais não queria nenhum Motorista para sua substituição, o Homem ficou em pânico, com as oficinas no seu inicio, e já a coisa a descambar, antes já tinha despachado para o seu local de trabalho anterior o Mecânico, (por motivo idêntico) agora era o Motorista, era o fim, acalmei-o, expus-lhe a solução que já estava na minha cabeça, e que simplesmente seria colocar todo o Pessoal do Sector, no qual tinha toda a confiança, (pois já comigo trabalhavam noutras funções anteriores á criação da oficina) a conduzir as viaturas distribuídas ao Sector.

Alguns já tinham carta de condução, aos que não a tinham propus que os Serviços custeassem a sua obtenção, o que foi aceite, (com forte oposição da parte do Sector dos transportes é certo), mas a medida foi em frente, e acabou ali á nascença uma prática que já vinha de longe, a coisa era de tal maneira que nem os carros que conduziam limpavam, (diziam que era tarefa da estação de serviço) ao contrário o carro que me estava distribuído, e as outras viaturas do Sector foram sempre limpas e lavadas por quem as conduzia, também aqui não caíram os parentes ao chão a ninguém, mais, o meu problema nunca foi ter trabalho a mais, o contrário é que me preocupava, foram feitas algumas tentativas nesse sentido que abortaram pela minha oposição.

sábado, 29 de setembro de 2012

PARABÉNS MARIA

Há quase um Mês que não escrevo aqui nada, aliás o blog não tem estado á vista, como já expliquei noutras ocasiões o «gajo» de vez em quando esconde-se, isto de ter dois blogs é muita fruta para pouca vontade de escrever, pelo que venho aqui só para não o deixar morrer á mingua de noticias.

Ontem a Patroa fez anos, assim sendo e como sou alérgico a restaurantes ouve rancho melhorado cá em casa, com Filhos Netos e Nora, cá estivemos a cantar os parabéns á Maria, que conte muitos para me ir aturando, a sua saúde não está nada famosa mas lá vai resistindo enquanto o governo não levar avante a sua vontade de tirar os remédios aos Pobres, porque aos ricos não vai faltar nada.
 
 

sábado, 1 de setembro de 2012

AINDA POR CÁ ANDO

Pior que ditadura, é viver numa espécie de democracia onde não podemos dizer todas as verdades que "observamos" vivi a primeira vários anos da minha vida, paguei alguma coisa por dizer e fazer aquilo que julgava certo, hoje vivo numa camisa de sete varas onde não posso ou melhor não devo dizer aquilo que estes que a terra há-de comer vêm, e aquilo que vêm é de deixar uma gajo á beira dum ataque de nervos, mas outros valores se sobrepõem á vontade que tenho de pôr a boca no trombone. Chateia-me andarem-me a roubar para encher a pança a chulos, mas, aguenta coração, que dizem-nos que a chulice vai acabar, é o acabas! convido daqui os Troikanos a saírem dos gabinetes do Terreiro do Paço e arredores para irem ao País real ver como estamos na mesma, sem tirar nem pôr. Mandem mais os milhões que os comilões cá os esperam.

 Tenho que ver e calar, fazendo-me de mouco, surdo e mudo, tudo isto porque ao abrir a boca poria em risco alguns que me são queridos que nada têm a ver com o assunto, mas não duvido que sairiam prejudicados se levasse para a frente aquilo que me eu gostaria, para ficar a bem com a minha consciência mas tenho de travar a fundo para não me estampar, e não fazer sofrer os que me estão próximos, nesse estampanso virtual, neste País de corruptos e ladrões, a vingança ainda é utilizada como arma de arremesso desta gente sem escrúpulos e sem vergonha.

Ontem estive quase a rebentar a bomba, mas a custo lá consegui travar ás quatro rodas, tinha cá os Netos respirei fundo, pedi-lhes desculpa mas tinha de zarpar daqui rapidamente, antes que fosse tarde, não se importaram pois tinham aquilo onde passam a maior parte do tempo, computadores e Internet, a Avó fez-lhes companhia e eu coloquei uma «bucha» na lancheira respirei fundo e arranquei direito a Vila Verde, onde pude finalmente colocar a cabeça em ordem.

Ficarão com certeza curiosos das razões deste meu desabafo, mas tal como diria o Octávio Machado! Vocês sabem do que estou a falar, de facto não sabem, mas façam de conta sim, ou então que eu não disse nada, não posso, melhor não devo, pôr os nomes aos bois, pelo menos enquanto alguém precisar de mim, quando chegar o dia em que entenda que já todos seguiram o seu caminho, porei então a boca no trombone, ou como Saramago titulou um dos seus livros! "Todos os Nomes" e zarpo daqui para fora, já ando por aqui á tempo demais, e quanto mais próximo estiver da «granja» menos despesa darei a quem cá ficar.

Entretanto a vida não parou, e chegado á Terra, antes ainda de entrar em casa fui visitar a Família Vicente, e desafiá-lo para uma caminhada, já tinha andado uns quatro quilómetros de manhã com o meu Neto mais velho, mas precisava mesmo de andar pois o cansaço acalmar-me-ia, com certeza, assim, como nunca tinha visitado a Quinta de Loridos ( tinha-me lá deslocado uma vez mas o São Pedro não me deixou entrar, tanta água choveu nesse dia) a Quinta é propriedade do Comendador Berardo, pensei em convidar o Vicente para uma visita/caminhada pois tinha informação que a Quinta tinha um extensão considerável, e assim matava dois coelhos com uma cajadada.

A distância é curta pois não chega aos vinte quilómetros de Vila Verde até lá, e apesar do Vicente já lá ter ido várias vezes aceitou fazer-me companhia e lá fomos fazer mais quatro quilómetros é esta a distância que percorremos para visitar toda a Quinta, sobre esta, as imagens falam por si, o que posso dizer é que está uma obra notável, e que merece ser visitada., a entrada são dois euros e cinquenta cêntimos, mas no fim da visita oferecem uma garrafa de vinho, aliás para os apreciadores a saída da Quinta faz-se pela garrafeira, com vinhos para todos os gostos, produção é da casa. É assim mesmo Comendador, para fazer ver aos ricaços cá do burgo que nem só de milhões vive o Homem, o dinheiro que aqui investiu em prol das Gentes deste «pobre Pais de mão estendida  á caridade externa» foi muito bem empregue, e  mostre-lhes com quantos paus se faz uma canoa e que engulam os seus milhões e que estes lhes façam bom proveito.